AI Talks: O seu site tem uma segunda versão, e é essa que a IA lê primeiro!
Há a versão do seu website que as pessoas veem. E há uma segunda, invisível, que decide se a sua marca existe para a Inteligência Artificial.
Há a versão do seu website que as pessoas veem. E há uma segunda, invisível, que decide se a sua marca existe para a Inteligência Artificial.
O seu website tem, na verdade, duas versões. A primeira é a que todos conhecemos: o design, as imagens, os menus, os textos - pensada para conseguir cativar as pessoas. A segunda é invisível a olho nu e é a que as máquinas leem. Hoje, é muitas vezes essa segunda versão que decide se a sua marca aparece, ou não, na resposta de um sistema de IA.
A razão é simples: a IA não “vê” o seu site como uma pessoa. Não admira o design, não clica nos menus, não faz scroll. Lê estrutura, contexto e significado. Se essa camada não existir - ou for confusa - o seu site pode ser lindo para as pessoas e completamente mudo para a IA.
Do que é feita, então, esta segunda versão? Resumimos abaixo alguns pontos essenciais sem entrar em grande “tecniquês”.
• llms.txt - um mapa curado do site, escrito para assistentes de IA: o que a marca faz, quais as suas áreas, quais as páginas que realmente importam - num formato limpo e direto, pronto a ser consumido pelos modelos de IA.
• Dados estruturados (Schema.org, em JSON-LD) - um bloco invisível, legível por máquinas, que afirma com clareza: “isto é uma empresa, isto é um serviço, isto é uma pessoa, isto é uma pergunta frequente”. É a diferença entre a IA adivinhar e a IA saber. Este tema não é novo, mas ganhou uma nova relevância com a IA.
• ai.txt - a sua política de uso para a IA - o que permite, ou não, que os modelos façam com o seu conteúdo. É a marca a definir as regras, em vez de as deixar ao acaso.
• FAQs escritas como perguntas e respostas reais - na era da Inteligência Artificial, as “Frequently Asked Questions” voltaram a ser uma das páginas mais estratégicas de qualquer website. Por uma razão muito simples: as pessoas fazem perguntas. E a Inteligência Artificial também. Quando alguém pergunta ao ChatGPT "Qual é o horário do hotel?", "Qual é a diferença entre estes serviços?" ou "Como funciona este produto?", o modelo procura respostas claras, diretas e objetivas. É precisamente esse o papel de uma boa página de FAQs. Não estamos apenas a responder aos nossos clientes. Estamos a ensinar a Inteligência Artificial a responder corretamente sobre a nossa empresa.
O passo seguinte será servir uma versão do site escrita em Markdown - a linguagem simples e estruturada que os modelos de IA leem com mais facilidade. O HTML de uma página mistura o conteúdo com design, menus, scripts e banners de cookies, e a IA tem de escavar tudo isso para chegar ao que interessa. Uma versão em Markdown entrega-lhe apenas o essencial - títulos, texto e ligações, sem ruído - mais leve de processar e mais fácil de citar. É, no fundo, a segunda versão do site na sua forma mais pura. O llms.txt já segue este princípio; servir também cada página em Markdown é o passo seguinte.
Ser AI-Ready é, acima de tudo, assumir o controlo desta segunda versão, para que a IA fale da sua marca com as próprias palavras desta, e não com um palpite. O site continua bonito para as pessoas. Só que passa a ser, também, inteligível para as máquinas que o recomendam.